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Como as desigualdades afetam o Brasil?

  • Foto do escritor: Equipe Agregae
    Equipe Agregae
  • 11 de jun. de 2024
  • 3 min de leitura

Desigualdade ainda é um tema muito discutido no país


por Pedro Casimiro e Raphael Marcolin



A desigualdade social no Brasil é um tema bastante discutido e estudado. Ela se manifesta em diferentes aspectos, como acesso à educação, saúde, moradia e oportunidades de emprego. Alguns fatores que contribuem para essa desigualdade incluem a distribuição de renda desigual, falta de políticas públicas eficazes e histórico de exclusão social.


Quando falamos em desigualdade de renda, a situação do Brasil não é nada animadora. Os dados de uma pesquisa do IBGE revelaram que o Brasil apresenta índice de 0,539 pelo coeficiente de Gini, com base em dados de 2018. Está enquadrado entre os dez países mais desiguais do mundo, sendo o único latino-americano na lista onde figuram os africanos. O Brasil é mais desigual que Botsuana, com 0,533 pelo índice de Gini, pequeno país vizinho à África do Sul com pouco mais de dois milhões de habitantes.


Décima meta da ODS, que pretende reduzir as desigualdades
Décima meta da ODS, que pretende reduzir as desigualdades

Uma pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), de 2019, mostra números ainda mais alarmantes: atualmente, o nosso país é o segundo mais desigual do planeta, ficando atrás apenas do Catar. Por aqui, a parcela de 1% mais rica da população concentra 28,3% da renda total do país (no Catar essa proporção é de 29%). Ou seja, quase um terço da renda está nas mãos dos mais ricos. Já os 10% mais ricos no Brasil concentram 41,9% da renda total.


Claro, a desigualdade de gênero no mercado de trabalho no Brasil é um tema relevante. As mulheres enfrentam disparidades salariais em relação aos homens, além de terem menos oportunidades de ascensão profissional. Isso pode ser atribuído a diversos fatores, como discriminação de gênero, divisão desigual de responsabilidades domésticas e falta de políticas de igualdade de gênero no ambiente de trabalho. Pesquisas mostram que as mulheres muitas vezes ocupam cargos de menor remuneração e enfrentam obstáculos para acessar posições de liderança.


Em 2022, taxa de participação feminina no mercado de trabalho foi de 53,3%, masculina 73,2% Ao analisar os dados, o problema vai mais a fundo. Conforme o instituto, do total de pessoas em cargos gerenciais, 60,7% eram homens e apenas 39,3% mulheres. Os dados do IBGE também mostram diferença entre salários para esta mesma função.


Moradora da cidade de São Vicente, Maria José Silva Rodrigues, de 51 anos, é auxiliar de escritório na loja Garimpo no Shopping Parque Balneário na cidade de Santos.

Maria comenta sobre a desigualdade que sofrem as mulheres no mercado de trabalho.


Para mim a mulher no mercado de trabalho, a desigualdade ainda é grande, sei que existem empresas que pagam bem menos para a mulher, mesmo ela ocupando o mesmo cargo de um homem, mas também hoje em dia já tem várias mulheres ganhando igual, ou até mais que os homens, acredito que apesar da desigualdade ainda ser grande, ela vem diminuindo muito conforme os anos, e cada dia que passa se da mais valor ao esforço, ao estudo, do que essa diferença de gênero.”

 

A auxiliar da loja de joias também fala como é trabalhar em shopping, atendendo dezenas de pessoas diferentes todos os dias.

 

Maria José, auxiliar de escritório na loja de joias Garimpo
Maria José, auxiliar de escritório na loja de joias Garimpo

“Bom, eu não nasci rica, trabalho desde os meus 14 anos de idade para poder ter minhas coisas, não sou muito desse vitimismo, acredito que quem quer, se esforça e corre atrás para poder comprar as coisas que deseja, não vou ficar me vitimando porque tal pessoa tem mais dinheiro que eu, vou correr atrás e trabalhar para poder ter esse dinheiro também, sou de uma geração que nem ajuda de bolsa família tinha e estou aqui hoje trabalhando e ganhando o meu, tenho muitos colegas da época de adolescência que tinham mais condição que eu, e hoje ganham o mesmo que eu, ou até menos, acredito que não se deve invejar de forma ruim o poder de compra do outro, e sim tornar um objetivo, pô aquela pessoa está comprando um anel de mil reais, vou correr atrás para um dia ter o meu também, acredito muito nisso.” Disse Maria.

 

Ela finaliza dizendo sua opinião de como podemos reduzir as desigualdades no país.

“Acredito que o governo seja o principal culpado de existir essa desigualdade principalmente financeira muito grande no país, então se eles pararem de prejudicar o povo e começar a ajudar, acho que as coisas poderiam melhorar bastante, mas claro, não tem que querer nada de mão beijada, que cada um corra atrás do seu, queira melhorar e saia do comodismo, porque não da para ajudar quem não quer evoluir, e se for o caso da pessoa querer correr atrás que receba o que for justo” Completou.


 

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