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Os diferentes métodos das pesquisas eleitorais que influenciam no voto popular

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    Primeira Impressão
  • 18 de nov. de 2022
  • 4 min de leitura

Atualizado: 25 de nov. de 2022

As pesquisas eleitorais são a melhor forma de definir as estratégias de campanha de cada candidato, mas como elas de fato influenciam no voto popular?


Mecanismo importante no desenvolvimento de uma eleição, as pesquisas eleitorais ajudam a medir a intenção de voto da população e compreender o cenário durante o período em que são realizadas. Identificada pela primeira vez no final do século XIX nos Estados Unidos, as pesquisas de opinião pública começaram a ser implementadas no Brasil na década de 40, pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE).


Pesquisas com cunho político ganharam importância com o final da Ditadura Militar e, em 1986, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regularizou a realização e divulgação das pesquisas eleitorais.


Essencial tanto para as mídias que noticiam o desdobramento dos resultados, quanto para os políticos, que podem utilizar das estatísticas para melhorar sua abordagem com o público, as pesquisas podem ser realizadas por diferentes institutos, em diferentes períodos do ano.


DIFERENÇAS NOS RESULTADOS EM CADA INSTITUTO DE PESQUISA SÃO COMUNS


Contudo, ainda que executadas no mesmo momento, podem ocorrer algumas divergências com os resultados, como explica o jornalista e diretor do Pesquisa Enfoque/ BoqNews, Fernando De Maria: “Depende da metodologia aplicada. Importante saber o universo, datas, quantidade de entrevistados (quanto maior o número de entrevistas, menor a margem de erro). No entanto, as pesquisas feitas de forma correta tendem a ser semelhantes na reta final da campanha”


Para a sua execução, os institutos devem reunir uma “amostra” da população que está habilitada a votar naquele período, de uma forma em que a porcentagem das características dos entrevistados seja equivalente às dos eleitores gerais. As pesquisas podem ser feitas de maneira direta, com contato presencial/ telefônico, ou virtualmente, cujas entrevistas são realizadas via internet, por meio de questionários.


METODOLOGIAS


Dentro das diferentes metodologias que podem ser aplicadas, existem dois tipos de pesquisas: as qualitativas e as quantitativas. A principal diferença entre elas é a forma em que os resultados são aproveitados, pois enquanto a quantitativa visa dados numéricos e estatísticas, a qualitativa procura se aprofundar na análise do tema, geralmente com questões mais dissertativas para que o entrevistado possa argumentar a sua resposta. De Maria afirma que ambas são importantes, caracterizando as qualitativas como um “refinamento” das quantitativas.


Atualmente, a veracidade das pesquisas é garantida junto à Justiça Eleitoral visto que elas precisam ser registradas até cinco dias antes de sua divulgação, com informações como quem é o contratante, questionário e metodologia utilizada, origem do recurso investido, controle de qualidade aplicado, entre outros.


INFLUÊNCIA SOBRE O ELEITOR


Ás vésperas das eleições, dúvidas costumam surgir acerca dos resultados das pesquisas, e um dos maiores questionamentos feitos pela população é com relação à influência que a divulgação pode causar em certas pessoas, principalmente em quem ainda não teria uma opinião formada sobre quem votar.


Para o diretor do Enfoque/ BoqNews, não são as pesquisas que influenciam, mas a divulgação das mesmas, ainda mais em redes sociais.


“Muitas vezes os dados são deturpados para prestigiar determinados candidatos. Ou seja, uma informação verdadeira, mas que é deturpada para o benefício de alguma candidatura”, complementa.

Nesta fase final do período eleitoral, a chamada “guerra de pesquisas” começa a ficar ainda mais evidente, pois os institutos realizam consultas semanalmente, ou até mesmo diariamente, para que os resultados sejam os mais próximos da realidade.


As eleições deste ano estão sendo uma das mais comentadas e estudadas, passando por um período histórico, pelo fato de ser a primeira vez que dois candidatos que já ocuparam o cargo de Presidente da República se enfrentam, numa disputa considerada das mais acirradas da história política brasileira. As principais empresas de pesquisas do Brasil são Instituto Datafolha, FSB Pesquisa, Ideia, Ipespe e Quaest.


Crédito: Divulgação

Ex-vereadores possuem visões diferentes sobre reforma política


O atual presidente da Associação Japonesa de Santos e ex-presidente da Câmara, Sadao Nakai classificou o atual momento político como ideal para a mudança no processo eleitoral. Para Nakai, a quantidade de partidos (37) autorizados a participar do pleito provoca uma distorção. “É um sistema que prioriza partidos minoritários”, enfatiza.



Em contraponto a atual maneira em que a política nacional é conduzida, o ex-vereador a classifica como personalista e ineficaz.


Nas eleições de 2014, disputou o cargo de deputado estadual, onde obteve 48.738 votos, porém não foi eleito, ficando na 13ª suplência de seu partido, enquanto outros sete candidatos que tiveram quantidade de votos inferior à dele, foram eleitos. Diante disso, Nakai enfatizou a importância do voto distrital e cita que durante sua campanha defendeu a tese nas cidades da Baixada Santista. “Precisamos de pessoas preparadas na política para fazer discussões de Estado, daquilo que vai melhorar a todos”.


Apesar de também ficar na suplência em seu partido (PSB) nas eleições de 2014, na qual concorreu ao cargo de deputado estadual, quando obteve cerca de 30 mil votos, o ex-vereador santista Fabião Nunes se opõe à ideia do voto distrital. Para ele, o atual formato é o ideal, tendo em vista a política para todos, atingindo a população por inteiro, sem beneficiar ou focar em um só determinado território. “O deputado estadual irá legislar para o estado e não só para a região”.


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TEXTO: MARIA VITÓRIA E SAMUEL CORDEIRO / DIAGRAMAÇÃO: ÁGATA FERREIRA

Editor digital: JOÃO PEDRO


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