Aulas de ecologia enfatizam consequências climáticas: "é um assunto de agora"
- Equipe Agregae

- 29 de abr. de 2025
- 3 min de leitura
Por Gabriella Souza
Com o passar dos anos, as consequências das mudanças climáticas estão mais visíveis no nosso cotidiano. Gases poluentes, consumo exagerado e lixos acumulados são algumas das causas desses sistemas alterados na Terra.
À medida que as temperaturas globais começam a subir, os fenômenos naturais como enchentes, alagamentos, secas extremas e até furacões, aparecem mais do que o esperado. Assim, a necessidade de ações de conscientização para mitigar os efeitos das mudanças climáticas se torna cada vez mais urgente.
Para entender melhor esse cenário, a bióloga Luciene Souza falou um pouco dos impactos, informações e esclarecimentos sobre o tema.

Sobre as ondas de calor, qual a relação com as mudanças climáticas?
A onda de calor não está só associada com o efeito estufa, uma coisa que leva a outra. Não é somente por estar calor na Terra. O calor tem a ver também com as frentes frias e a evaporação da água dos oceanos, por exemplo. Os sistemas estão todos alterados por conta dessa mudança. Assim onde era para chover, não chove mais, onde era para esfriar, não esfria mais. Portanto, isso tudo influencia.
Como a tecnologia pode ajudar?
Tecnologia para processos mais limpos é essencial, incluindo fontes de energia renováveis para reduzir emissões industriais de gases do efeito estufa, como o óxido nitroso da indústria de fertilizantes. Além disso, é importante tratar material orgânico, usando biodigestores para converter resíduos em metano, um biogás que pode substituir combustíveis fósseis. Implementar essa tecnologia depende de conscientização e preferência por soluções sustentáveis.
Como os oceanos podem ser afetados?
A concentração de gases de efeito estufa, como o gás carbônico, é parcialmente controlada pela fotossíntese de organismos aquáticos como cianobactérias e fitoplâncton. Porém, acabam tendo sobrecarga, já que esses gases estão cada vez mais presentes. Apesar de eficazes na absorção de carbono, esses organismos têm vida curta, decompondo-se rapidamente e acidificando as águas. A acidificação impactam os ecossistemas marinhos, como o branqueamento de corais e a dificuldade na formação de conchas.
De qual maneira a população pode ser conscientizada?
É necessário focar nas atitudes agora. Todas essas mudanças e consequências precisam ser estudadas e investidas o mais rápido possível, já que cada vez mais estamos sentindo o processo de forma prematura. E como cuidar do impacto econômico? Para cuidar do impacto econômico, a gente tem que gerar primeiro o impacto social. Tudo está mudando muito rápido. Então, um período de 100 anos para evolução é um período relativamente curto. A biodiversidade, isso eu digo, animais, plantas, tudo, não consegue se adaptar nesse período tão curto.
Como conscientizar as futuras gerações?
Aulas de ecologia servem para ensinar as futuras gerações e eu faço questão de alertar os meus alunos de que é um assunto de agora. As consequências estão aí. Incentivo a pesquisas sobre energias sustentáveis para realmente entenderem que essas consequências serão vistas prematuramente.

Ao final da entrevista, Luciene ressaltou como o povo pode ajudar a diminuir esses efeitos, como rever consumo e também analisar a dieta de carne, uma vez que a
pecuária que utiliza das indústrias de fertilizante, os quais emitem muitos gases que prejudicam o meio ambiente.
Portanto, a conscientização é de extrema importância, já que as consequências não serão vistas nas próximas gerações, mas sim daqui 5 ou 10 anos.




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