Dengue ainda é preocupação para saúde pública
- Primeira Impressão

- 27 de ago. de 2024
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Falta de informação adequada sobre doenças como dengue, AIDS e HIV é problema grave no setor de saúde

A propagação de desinformação na área da saúde é uma das preocupações pertinentes à gestão pública para o médico infectologista Marcos Montani Caseiro. Na coletiva de imprensa na Universidade Santa Cecília, discutiu com os alunos de Jornalismo uma variedade de temas relacionados à saúde.
Um dos tópicos iniciais que ganhou destaque foi a respeito da dengue, doença presente no Brasil há mais de um século, mas por conta dos efeitos das mudanças climáticas têm intensificado sua gravidade e disseminação.
O médico alertou para o aumento da frequência de eventos climáticos extremos e as mudanças nos padrões de chuva, que favorecem a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença: “Atualmente, circulam no Brasil os quatro sorotipos de dengue e o 3 não era registrado no Brasil. Então é fator preocupante, mas não novo para nós”.
Caseiro também destacou a importância de utilizar corretamente o termo “erradicar”, enfatizando que o mosquito Aedes Aegypti é um inseto antigo, com milhares de anos de existência, e não pode ser completamente erradicado. “Dengue será um tema recorrente na vida dos jornalistas; por isso, é importante saber onde buscar esses dados com os termos corretos.”
Isso retomou até mesmo o fato da pandemia de COVID-19 ter desafiado não apenas a saúde pública, mas também a esfera da informação, com a disseminação alarmante de “fake news”. Este fenômeno não apenas gerou desinformação e pânico, mas também afetou a adesão à vacinação, atrasando diagnósticos e tratamentos.
Apesar dos avanços, a má gestão na saúde pública e as desigualdades sociais foram expostas e a necessidade de fortalecer sistemas de saúde e combater a pobreza se tornaram evidentes. A falta de preocupação da questão multifatorial das diversas doenças é um dos resquícios de má gestão na saúde, segundo o infectologista, não apenas na Baixada Santista, mas em todo País, como sífilis e tuberculose.
“Mandala de prevenção”
A cidade de Santos, no litoral de São Paulo, mantém sua reputação como um centro de excelência no combate à epidemia de AIDS e HIV, tanto nacionalmente quanto internacionalmente.
Ao longo dos anos, desde o momento de epicentro da epidemia de AIDS nos anos 80 e 90, Santos desenvolveu uma série de iniciativas inovadoras e eficazes que desempenharam um papel significativo no combate à doença, promovendo a saúde e o bem-estar das pessoas que convivem com as infecções.
No entanto, apesar dos avanços conquistados, destacou a lentidão no progresso em relação ao tratamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). “Hoje, contamos com uma ‘mandala de prevenção’ para evitar a infecção, mas o governo ainda carece de uma comunicação eficaz com o público que mais necessita”, ressalta.
O PEP (Profilaxia Pós-Exposição de Risco) é uma das medidas de prevenção de emergência disponíveis para situações de risco de infecção pelo HIV. Além disso, existem medidas profiláticas específicas para o vírus da hepatite B e outras infecções, disponibilizadas pelo governo.




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