top of page

Vacinação volta à tona com aumento dos casos de dengue

  • Foto do escritor: Primeira Impressão
    Primeira Impressão
  • 27 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura

O crescimento alarmante da dengue requer ações rápidas e eficazes das autoridades de saúde pública

por: Isabella Santos


Nos primeiros dois meses de 2024, o estado de São Paulo registrou uma drástica escalada nos casos de arbovirose, especialmente de dengue. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Saúde do Estado, foram identificados 302.443 prováveis casos de dengue, representando um aumento significativo em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando ocorreram 41.636 casos.

 

Transmissor da dengue, o mosquito Aeges aegypt se prolifera facilmente em recipientes de água parada
Transmissor da dengue, o mosquito Aeges aegypt se prolifera facilmente em recipientes de água parada

Apesar do aumento, o Brasil faz história ao se tornar o primeiro País do mundo a disponibilizar gratuitamente uma vacina contra a dengue pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina, denominada Qdenga, desenvolvida por um laboratório japonês, chegou ao Brasil em fevereiro deste ano. Dourados, no Mato Grosso do Sul, foi a primeira cidade a recebê-la, marcando o início de uma campanha nacional de imunização. Atualmente, a vacina já está disponível em todas as unidades básicas de saúde do país.

 

A Qdenga visa imunizar a população entre 4 e 60 anos de idade, com um esquema completo de duas doses, administradas com um intervalo de três meses entre elas. No entanto, a vacina possui algumas contraindicações, sendo desaconselhada para pessoas imunodeprimidas, gestantes e lactantes. Apesar dos contrapontos, estudos demonstram uma eficácia de 80%, oferecendo uma medida crucial de proteção contra a doença.

De acordo com o infectologista, o Instituto Butantan está desenvolvendo uma vacina de dose única
De acordo com o infectologista, o Instituto Butantan está desenvolvendo uma vacina de dose única

O médico infectologista e professor universitário Marcos Caseiro alertou para a gravidade da situação, destacando que a dengue é uma doença infecciosa transmitida por mosquitos, cuja proliferação é favorecida por condições climáticas como calor e chuva, além de ressaltar a importância do controle contínuo por parte dos órgãos públicos, enfatizando que a negligência nas medidas de prevenção pode resultar em surtos devastadores.


Caseiro também destacou a escassez de investimentos em pesquisas sobre a dengue, uma doença classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como negligenciada, e acrescentou que até recentemente, não havia tratamento específico para combatê-la, destacando a importância da vacina Qdenga, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária no ano passado.


Diante do aumento preocupante de casos de dengue em São Paulo e em todo o País, a vacinação em massa emerge como uma estratégia essencial na luta contra essa doença grave e potencialmente fatal. O desafio agora é garantir que a vacina chegue a todas as comunidades afetadas e que sejam implementadas medidas eficazes de prevenção e controle para interromper a propagação do vírus.

 

É imperativo que as autoridades de saúde ajam com urgência, coordenando esforços para ampliar a oferta de vacinas, conscientizando a população sobre a importância da imunização e intensificando as medidas de controle do vetor.

 

Somente por meio de uma abordagem abrangente e colaborativa, envolvendo governos profissionais de saúde e comunidades, será possível conter essa emergência de saúde pública e proteger a população contra os riscos da dengue, que já matou mais de 2.500 pessoas no País até meados de maio, apontou a pesquisa laboratorial.




Editado para o blog por Bruno Rezende


 
 
 

Comentários


bottom of page