Ela queria ser veterinária; virou a “venenosa” do Brasil
- Kayky Mattos
- 12 de set. de 2023
- 3 min de leitura

Fabiola gosta muito do que faz, apesar das dificuldades de comentar sobre famosos.
Formada em jornalismo pela UNISANTA, em 1996, a jornalista Fabíola Reipert, está há 25 anos na profissão, mas conta que no começo, não queria seguir a carreira. “ Escolhi jornalismo porque eu sempre ia com meu pai, que era jornalista, aos trabalhos dele e comecei a me interessar pela área. Inicialmente, tinha vontade de fazer faculdade de Medicina Veterinária, mas por causa dele me interessei pelo jornalismo.
Ela iniciou sua trajetória em 1998, já realizando um sonho que tinha, que era trabalhar no jornalismo impresso. Ela trabalhou na Folha da Tarde e Jornal Agora, do Grupo Folha. Fabíola assinava a coluna de variedades, Zapping. “ O jornal impresso era o que eu mais tinha vontade de fazer quando saí da faculdade. E lá fiquei por mais de dez anos. Inclusive, eu ia na Folha da Tarde com o meu pai quando ele trabalhava lá e, anos depois, acabei trabalhando no mesmo lugar”, conta, feliz.
Ainda durante esse período, a colunista também fez um quadro de entrevistas com a apresentadora Luciana Gimenez, na Rede TV e um quadro de “fofocas”, no programa da Leonor Corrêa, irmã de Faustão, além de diversos programas de TV e de rádio, até 2009.
"Todos os lugares foram positivos para me aprofundar na cobertura de celebridades que, por incrível que pareça, não é fácil"
Mesmo atuando na cobertura dos famosos desde o início da sua carreira, ela conta que não existe preferência. “ Nunca escolhi uma determinada área para fazer cobertura. Só acabei indo para a editoria de variedades porque era a que tinha vaga na época”, comenta. Mudando de emissora, ela partiu para a Rede Record, onde está h14 anos. Iniciou no Portal R7, também falando de variedades. Em 2014, estreou o quadro “ A Hora da Venenosa”, no programa Balanço Geral, apresentado pelos jornalistas Reinaldo Bottino e Renato Lombardi, exibido de segunda a sábado, onde conta “fofocas” dos famosos, o que a tornou referência na área.
De acordo com Fabíola, “a TV apareceu sem eu ter procurado por isso. Nunca foi meu objetivo aparecer na televisão, mas acabou acontecendo”.
A Hora da Venenosa é um quadro que cresceu e ganhou a simpatia do telespectador, tanto que outras afiliadas da Record também colocaram a atração em sua grade de programação. “ Eu fico feliz em ver meu trabalho reconhecido, o público se identificando com a Hora da Venenosa, isso dá uma sensação de vitória, porque sei tudo o que já passei até hoje, como a tentativa de censura por parte dos famosos, por exemplo. Mas continuo de cabeça erguida, pois a gente não pode deixar o jornalismo morrer”, conta, com alegria.
Para Fabíola, em toda sua carreira, as pautas mais difíceis são as que envolvem vida pessoal do famoso, seja por assuntos mais “cabeludos”, ou pela saúde da pessoa. “ A gente tem a fonte, sabe que a informação é verdadeira, mas também sabe que pode dar confusão, pois os famosos não querem que assuntos que não são interessantes para eles sejam divulgados. Eu descobri doença grave de alguns famosos e não dei a notícia enquanto eles não confirmaram oficialmente, pois acho que esse tipo de coisa não dá para contar como furo de reportagem. Temos de respeitar“, revela a colunista.
Cobertura difícil Nesses 25 anos de profissão, Fabíola Reipert conta que gostou de todos os lugares que passou e finaliza dizendo que essa trajetória foi importante para sua especialização e para quem ela é hoje. “Todos os lugares foram positivos para me aprofundar na cobertura de celebridades que, por incrível que pareça, não é fácil, pois os famosos muitas vezes não falam a verdade e dificultam nosso trabalho. Hoje eu gosto do que faço, gosto do meu trabalho“, conclui a apresentadora da Record.
Diagramação: Vinícius Faria
Editor digital: Kayky Zeferino de Mattos 216656




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