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Fábio Giordano - Biólogo ressalta a importância da conscientização das mudanças climáticas na região

  • Foto do escritor: Equipe Agregae
    Equipe Agregae
  • 8 de abr. de 2025
  • 3 min de leitura

Por Raphael Adryan


As mudanças climáticas são tratadas como temas irrelevantes para a sociedade atualmente, porém, devemos nos retratar sobre este tema, o nosso dia a dia está sendo prejudicado por tal obstáculo.


Fábio Giordano concedeu uma entrevista sobre as mudanças climáticas na Baixada Santista, ele ressaltou a importância e o dever que todos nós temos quando o assunto é mudanças climáticas.


O pró-reitor da UNISANTA contou um pouco sobre sua escolha de seguir nesta área acadêmica e seus projetos ambientais, e também, é falado sobre a interferência das mudanças do clima no nosso dia a dia.


Além disso, ele é Biólogo (USP 1982) e Pedagogo (UNINOVE 2003), tendo formação em Mestrado (UNICAMP 1986) e Doutorado (USP 2001), isso na área de Ecologia, e algumas especializações na área educacional, tendo duas Universidades Federais (UNB 2003 e UFF 2010).


As mudanças climáticas é um tema de suma importância, que deve ser tratado com respeito e clareza, sendo papel da sociedade e dos órgãos governamentais disseminar este problema.


A Baixada Santista encontra-se majoritariamente numa planície costeira de natureza predominantemente arenosa, que faz com que haja bastante vulnerabilidade com relação as erosões marinhas e baixa resistência aos avanços das águas do mar sobre as construções litorâneas, promovida pelo aumento do nível das marés, em dias de fenômenos climáticos intensos.

A Baixada Santista também possui escarpas da serra do mar e morros (com habitações e estradas) que podem vir a sofrer com os deslizamentos de terra, em dias de eventos pluviométricos intensos (cada dia mais agravados pelos efeitos climáticos, que causam mudanças da geomorfologia,  nestes ambientes de encosta junto a planície costeira). 

Assim, os projetos ambientais na Baixada Santista tornam-se prioritários em relação até mesmo a outras regiões do estado de São Paulo, para que possamos prever e mitigar os danos ambientais.  


Giordano trabalha como professor na UNISANTA desde 1988, e também têm funções administrativas de coordenação e direção. O biólogo também faz parte do PPG Mestrado em Ecologia, onde ele é docente permanente desde 2012.




Fábio Giordano fala sobre seus projetos ambientais nas escolas da Baixada Santista
Pró-reitor da UNISANTA, Fábio Giordano faz alerta sobre as mudanças climáticas na nossa região e no âmbito global  em seus projetos ambientais / Crédito: Arquivo Pessoal


O que pode justificar as mudanças climáticas repentinas na Baixada Santista nos últimos meses?


O efeito das mudanças climáticas extremas é global, mas sem dúvida o adensamento populacional e o agravamento do efeito estufa contribuem sobremaneira para que tenhamos cada vez mais "eventos climáticos extremos" (ondas de calor mais frequentes, chuvas muito mais intensas que a média).



Como podemos preservar a fauna e a flora que são prejudicadas pelos eventos climáticos? E o qual o papel da prefeitura nesta causa?


Quanto mais mantivermos áreas preservadas, mais os efeitos climáticos poderão ser amenizados, pois a vegetação exerce uma importante função reguladora do clima. Áreas vegetadas em Santos mostraram diferenças de temperatura com até 6º C mais amenos nos dias de grande calor. Assim, o plantio de árvore que aumenta a permeabilidade do solo em áreas onde o asfalto pode ser retirado é a ação mais imediata que a prefeitura pode fazer nos municípios da Baixada Santista.



Como as mudanças climáticas interferem no nosso dia a dia?


Os efeitos climáticos extremos afetam nossa agricultura, nossos níveis de consumo (eletricidade e água) e temperaturas extremas afetam diretamente a saúde de crianças e idosos.



Qual o seu principal projeto voltado para diminuir as consequências das mudanças climáticas na nossa região?


Na área educacional tem o Projeto de Educação Ambiental junto as escolas de Guarujá e Praia Grande para preservar as áreas do entorno de escolas que ficam próximas as áreas de preservação permanente. Em Praia Grande (Parque Piaçabuçu) e no Guarujá (área de morro da Vila Baiana).


Já na área de Ecologia, tenho também projetos de recuperação e plantio de áreas de manguezal degradadas de projeto de controle de fauna incrustante proveniente da bioinvasão de espécies.



Por que você escolheu essa área ambiental para seguir carreira?


O mestrado, o doutorado e as especializações me levaram cada vez mais a investigar sobre os temas citados e me permitiu orientar uma série de trabalhos nestas áreas.



O que te motiva todos os dias para seguir trabalhando na sua área de interesse?


"Atuo na área pela certeza de que apenas o aprofundamento dos estudos nas áreas de educação e recuperação ambiental pode contribuir para a saúde do planeta"

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