Fábrica de bons repórteres
- paulofelipediniz57
- 13 de set. de 2023
- 3 min de leitura
Aldo Neto e Sérgio Vieira fazem parte da terceira turma de Jornalismo
Eles estudaram na mesma turma. Compartilharam reportagens no Primeira Impressão. Várias delas inusitadas, como a experiência de terem dormido uma noite no Albergue Noturno de Santos, quando relataram as situações da população de rua ali abrigada. Esta iniciativa molda a característica de dois jornalistas formados na turma de 1998 que têm na reportagem a sua essência profissional.
Aldo diz que escolheu o curso, porque sempre gostou de escrever e contar histórias. Ele também fez técnico em Publicidade e Propaganda e logo depois Jornalismo. O profissional iniciou a sua carreira na cobertura política. Atuou como assessor de imprensa na campanha no Partido Verde à prefeitura de Santos.

No entanto, ao fazer assessoria política a tendência é que o jornalista seja visto como parcial. Mas Aldo diz que nunca teve problema algum em relação a isso, pois sempre soube dividir as coisas, entre trabalho e opinião. Ele afirma também que foram boas experiências nessa fase de sua vida.
Em março de 1997, ele participou da primeira equipe de produção dos Jogos da Unisanta atuando como apurador de notícias do Sistema Santa Cecilia de Rádio e TV. Neto afirmou que esta foi uma de suas maiores experiências.
Ele elogiou a estrutura da faculdade possibilitando-lhe fazer um bom trabalho preparando os alunos na mesma área. Também cita a experiência com professores que nunca lhe deram aula, mas que conseguiu aprender bastante.
Hoje, Aldo se encontra trabalhando em midas digitais. Ele discorda daqueles que acham que as mídias digitais são o futuro, por conta de seu crescimento e amplitude que apresentam. Para ele, são poucas as mídias que te dão uma grande amplitude. Ele cita que o Facebook está acabando e o Instagram está em mudança.
Já em relação ao Youtube, ele classifica como um grande avanço, mas considera que virou “terra de ninguém”, onde qualquer pessoa com conteúdo ruim pode fazer fama.
Sérgio Vieira
Seu colega de faculdade, Sérgio Vieira lembra que sempre sonhou ser jornalista desde o Ensino Fundamental, pois gostava de ler e escrever e dar a voz para quem não é ouvido.
Atualmente, o jornalista é diretor de Redação do jornal Diário do Grande ABC, em sua segunda passagem. Ele sempre teve o sonho em trabalhar como jornalista político e fazer reportagens investigativas, trazendo à tona casos de mau uso do dinheiro público, como esquemas de corrupção nem sempre descobertos pela sociedade.
Sérgio conseguiu investigar um esquema de corrupção na contratação de uma empresa para construir um equipamento público em São Bernardo. A denúncia resultou na prisão de secretários municipais da cidade. Na época, a Reportagem foi usada como base para a denúncia do Ministério Público.

Ele relembra o acidente no show da banda Raimundos em Santos. Na madrugada do dia 8 de novembro de 1997, oito jovens morreram após a apresentação da banda no antigo clube de Regatas Santista. Sérgio não havia se formado ainda, mas ele e colegas foram investigar a tragédia. Eles foram os primeiros a passar a notícia na época, quando o acesso à internet era limitado. Duas décadas depois, ele escreveu um livro chamado Raimundos – O Show que Nunca Terminou, onde entrevistou pessoas envolvidas na tragédia. Sérgio chegou também a trabalhar como repórter do Globo Rural e Isto É Dinheiro.
Nesta última, nos quase dois anos em que ficou na empresa, ele também passou a ser editor-assistente. Assim, teve a oportunidade de fazer entrevistas e reportagens na área econômica, como, por exemplo, com Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza.
Editou capas, como uma com o empresário Roberto Justus, contando sobre sua entrada na área financeira, após anos no segmento da Publicidade.
O jornalista contou sobre sua experiência nas prefeituras de Santos e São Paulo como assessor. Para ele, é muito importante que o jornalista esteja no outro lado vendo o trabalho de um assessor de comunicação. Vieira conseguiu ver a importância e grandeza de transmitir informações públicas e oficiais a outros colegas, após ter vivenciado ‘o outro'.




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