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Marcelo Moreira: Jornada do Repórter que Sonhava com o Esporte e Acabou na Cobertura Policial

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    Primeira Impressão
  • 5 de set. de 2023
  • 3 min de leitura

Atualizado: 3 de out. de 2023

Graduado em jornalismo em 1998 pela UNISANTA, o repórter Marcelo Moreira diz que tudo começou com seu pai, que era corretor de textos de um jornal em Santos e sempre falava da profissão.


Marcelo conta que sempre teve o sonho de atuar com jornalismo, mas não o policial. Ele queria ser jornalista esportivo.


“Eu sou apaixonado por esporte, por futebol e eu sempre admirei os repórteres esportivos. Eu entrei na profissão para ser repórter esportivo. Sempre gostei de ler jornais e assistir reportagens. Em partidas de futebol de botão, eu era o narrador do jogo. Entrei na profissão pela paixão ao esporte, mas quis o destino que eu fosse parar na pauta policial”, conta.


Ele começou sua trajetória em afiliadas da Globo, em pautas cotidianas, primeiramente na TV Tribuna, na Baixada Santista, onde ficou durante dois anos, de 1998 até 2000. Ainda no grupo Globo, Moreira também integrou a afiliada da emissora em Bauru, após sair da TV Tribuna, onde ficou somente um ano - de 2000 a 2001.


Mudando de emissora, o repórter foi para a Rede TV, onde permaneceu de 2001 a 2004, cobrindo pautas durante a madrugada. A despeito das dificuldades técnicas da emissora, ele recorda os pontos positivos de trabalhar nela, como lidar com a adversidade e a falta de estrutura. “Eu trabalhava na madrugada. Entrava às 22h e saía às 6h da manhã. Na maioria das vezes, cobria crimes, mas de vez em quando era um evento ou a chegada de alguma personalidade, mas majoritariamente eram pautas policiais”, recorda.

Assim, quando o jornalista Marcelo Rezende chegou à Rede TV, seu xará ficou nas pautas policiais em definitivo. E não saiu mais. “O programa, o Repórter Cidadão, era mais voltado ao crime e ele gostava de contar histórias, era quase que uma novela”, relembra Moreira.


Marcelo Moreira está há 19 anos na Rede Bandeirantes, como repórter policial

Em 2004, Marcelo foi chamado para ser moto link, fazendo reportagens e imagens em cima de uma moto na TV Bandeirantes, emissora onde está atualmente desde então, só no programa Brasil Urgente, apresentado pelo José Luiz Datena na atualidade. “Eu devo muito ao Grupo Band pelo reconhecimento que eles dão aos funcionários”.


Fases

Moreira teve que passar por diversas fases na emissora. Depois da moto, começou a fazer reportagens de carro, saindo do período da manhã para o vespertino, quando o programa é exibido entrando ao vivo todos os dias (segunda a sábado, a partir das 16 horas), sempre com pautas policiais.


“Eu sou suspeito para falar, mas eu gosto muito da Band. Lá eles me dão liberdade. Depois de um tempo você ganha credibilidade e agora eu posso criar. O Datena é um cara que ajuda muito, que deixa você criar. Tudo que eu conquistei profissionalmente, eu devo ao Datena. Ele me deu muito prestígio e oportunidades e eu pretendo me aposentar lá”, conta, feliz, o experiente jornalista.

Segundo Moreira, duas das pautas mais difíceis ao longo desses 25 anos de Jornalismo foram quando ele mostrou uma delegacia superlotada, na Capital, onde a ideia era mostrar a situação dos presos, mas sem autorização prévia.


Carceragem

“Entrei na carceragem para pegar a história de quem estava lá! Como fiz para entrar? Inventei que ia falar do trabalho das igrejas com os presos”. Em outra ocasião, falou sobre um criminoso milionário. “Ano retrasado fui até a casa (abandonada) de um megatraficante preso recentemente em Angra dos Reis (RJ). Alugamos um barco e chegamos pelo mar para mostrar a vida de luxo do criminoso “.


Para ele, a pauta policial é a mais forte pela situação no momento e também por relatar casos escabrosos.

“Você lida com todos aqueles familiares que perderam um ente querido. Para mim, a pior coisa é fazer cobertura de velório pelo drama que as pessoas perderam alguém especial. É um momento difícil”, destaca.
“Eu costumo dizer que as delegacias são o ralo da sociedade. Tudo de ruim cai lá, desde roubos, estupros e outros crimes. Você se coloca no lugar das pessoas e se acostuma”, diz.

“Meu filho está fazendo Jornalismo e eu já falei para ele: ‘Você não vai ficar rico e vai trabalhar muito e ver de tudo. Enquanto todos estão saindo e aproveitando, você vai estar no plantão’. Então, só faz quem ama jornalismo mesmo, que é o meu caso. Amo meu trabalho. “


Confira a versão em PDF:



Texto e diagramação: Vinícius Farias

Edição digital: Larissa Barreto

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