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Moradores do Macuco se preocupam com impactos da obra do túnel Santos - Guarujá

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    Primeira Impressão
  • 27 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura
Comunidade cria associação e busca alternativas para evitar a perda de suas residências e comércios

Por Adriano Bastos


Aflição, angústia e revolta. Esses são os sentimentos que os moradores da rua José do Patrocínio, no bairro do Macuco, em Santos, estão passando.


Desde que eles souberam da possibilidade de desapropriação das suas residências e comércios para a passagem do futuro túnel Santos-Guarujá, a tranquilidade da via deu espaço para a preocupação dos moradores e comerciantes.


Rua José Patrocínio: selecionada para desapropriação

Diante do risco, eles começaram a se reunir e criaram a Associação Comunitária do Macuco (ACOM ). O objetivo é lutar pela não desapropriação de imóveis para a passagem do túnel, como melhorias no local.


Durante visita a Santos, quando participou de solenidade junto com o presidente Lula, o governador Tarcísio de Freitas assegurou que o projeto a ser levado adiante será o da Dersa, aprovado há uma década. E que as desapropriações serão inevitáveis.


Moradora do bairro há 40 anos, Alcione Alves, está preocupada com a situação e as mudanças que poderão ocorrer. “Nós criamos a associação, pois não queremos o projeto da Dersa, por causa das desapropriações”.


Conforme a proposta da Dersa, concluída ainda no governo Geraldo Alckmin, hoje vice-presidente da República, a previsão é que 200 imóveis sejam desapropriados, totalizando uma área de 50 mil m2 o equivalente a 6 campos de futebol.


Portanto, a mobilização dos moradores busca impedir que a solução para a obra seja a desapropriação de imóveis ao longo da via e adjacências.


Segundo o secretário da Associação, engenheiro José Santaella, o objetivo da ACOM é estudar os projetos e soluções do túnel, que irão abranger as ruas Padre Anchieta, José do Patrocínio, e vias transversais. Por exemplo, conforme o projeto, uma de loja de construção de material, a sede de uma igreja e até uma loja maçônica serão desapropriadas.


No último dia 18 de abril, a Câmara, por intermédio da vereadora Débora Camilo (PSOL), realizou audiência pública sobre o assunto.


O engenheiro José Santaella, proprietário de imóveis que estão para ser desapropriados, ressaltou durante a audiência que a Dersa apresentou alguns projetos, todos com elevadas

desapropriações.

Imagem do futuro trajeto do túnel Santos - Guarujá

A primeira, em 2013, atingiria as casas populares na Rua Barão de Ramalho. Depois, a segunda versão atingiria a rua José do Patrocínio e adjacências.


Na gestão anterior da Autoridade Portuária de Santos (APS), dois novos projetos foram apresentados, com acesso via perimetral.


Em junho do ano passado, com a nova diretoria, o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, reforçou que o projeto Porto, elaborado pela comissão mista capitaneada pela estabelece as desapropriações de dois galpões, considerada a melhor opção para os moradores do bairro.


Editado por Geovanna Barbosa

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