O que se pode dizer sobre a cobertura da Tribuna nas eleições municipais na Baixada Santista?
- brunovrezende
- 15 de out. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: 22 de out. de 2024
Confira como foi o trabalho do maior jornal litoral de SP durante esse período importante
A Tribuna é reconhecida como o principal veículo jornalístico da baixada santista.
Entre televisão, jornal, site, Instagram e Facebook, a cobertura das eleições municipais de 2024 foram levadas ao público de maneiras diferentes.

Na TV Tribuna, foram feitas as tradicionais sabatinas com os candidatos à prefeitura de Santos entre os dias 20 de setembro a 1 de outubro. Outras regiões não tiveram entrevistas exclusivas com os postulantes ao cargo. Durante a programação dos jornais locais, a agenda de cada candidato era divulgada. Uma iniciativa interessante para mostrar a rotina e o dia do político.
Como de costume, a afiliada da TV Globo realizou o último debate com os quatro candidatos no dia 03 de outubro. Novamente, apenas a cidade de Santos recebeu atenção. No dia da apuração, a afiliada seguiu a programação nacional, que deu maior importância às capitais.
Apenas flashes eram divulgados e atualizados quando algum resultado importante na baixada santista acontecia. Para o segundo turno, estão sendo realizadas entrevistas com os candidatos de Santos e Guarujá. Além disso, debates nos dias 24 e 25 serão realizados.
Partindo para as mídias digitais, é inegável que hoje, o número de informações transmitidas em massa por meio da internet excede a quantidade compartilhada nos canais televisivos. Assim, as redes sociais tornam-se grandes formadores de opinião, onde todos podem comentar, compartilhar e publicar o que quiserem.

Mesmo sabendo da influência exercida por estes canais, e principalmente da necessidade de compartilhar os problemas da cidade, e dar consciência ao espectador sobre a situação real vivenciada pelo local, o Grupo Tribuna não se engajou além do necessário. Em meio a realizações de debates, sabatinas, e muitos ataques entre os candidatos, o Grupo realizou apenas postagens que tinham objetivo de conduzir o público à televisão, não considerando informar o público que possui tempo escasso.
Avisos de horários de debates, sabatinas e resultados de pesquisas exploram somente a parte rasa do oceano por detrás da política local. Assim, o trabalho das assessorias se sobressai, e a falta de constância de publicações deixa muitas lacunas abertas, o que pode confundir o eleitor nas disputas do segundo turno.
Falando especificamente do Facebook, o relatório anual sobre notícias digitais do instituto Reuters, informa que apesar da rede predominar como principal plataforma à divulgação de conteúdo jornalístico em alguns países, sua utilização está em queda globalmente, caindo em 13% em comparação ao ano passado.

Quanto a produção de conteúdo do Grupo Tribuna nesta rede social, as publicações caracterizaram-se por anúncios, links e estatísticas. Modelos como carrosséis não foram realizados, em comparação a plataformas, por exemplo, o Instagram. Além do mais, os modelos de frases eram curtos e objetivos, a fim de chamar atenção do público de maneira rápida e pragmática.
No site da internet, a Tribuna comentava, por meio de colunas, os principais assuntos da eleição e também informou sobre os vencedores e os casos em que houveram segundo turno. Apesar disso, o site não ficou completamente focado no período eleitoral, já que além das matérias sobre as eleições, ele também contava com outras notícias de variados assuntos, algo normal, já que se trata de um portal jornalístico.
O que pode ter atrapalhado um pouco foi a diferenciação dos assuntos pautados, talvez pela falta de uma arte ou uma aba voltada somente para as eleições, mesmo com o site dando a possibilidade do leitor pesquisar o que deseja acessar. Também é importante dizer que o site da Tribuna foi muito mais presente no domingo de votação, informando sobre o encerramento do tempo e até mesmo os vereadores eleitos.
Apesar do ponto positivo do site em relação as demais redes sociais, quem foi o principal veículo das eleições por parte da Tribuna foi o jornal impresso, que conseguiu se destacar ainda mais sobre todas as mídias digitais, porque quase sempre continha recortes de conteúdos sobre a eleição, contando até com propostas de alguns candidatos para assuntos específicos que o leitor deseja e com temas relacionados aos eleitores e suas dúvidas.
Por: Bruno Rezende, Gabriel Prudêncio, Giovanni Afonso, Maria Clara Pasqualeto e Matheus Leone






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