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Stevens Standke pegou gosto pela profissão ainda na escola

  • Foto do escritor: PEDRO RIBEIRO POSTIGO
    PEDRO RIBEIRO POSTIGO
  • 11 de set. de 2023
  • 2 min de leitura

Do jornal da escola a editor do principal veículo de comunicação da Baixada Santista. Esta foi a trajetória resumida de Stevens Standke, 39 anos, ex-aluno da Unisanta, que hoje atua como editor de capa do Jornal A Tribuna, maior veículo de comunicação da Baixada Santista e Vale do Ribeira, e do caderno do Domingo+, encarte especial dominical.


Standke contou que a paixão por jornalismo surgiu ainda na época de escola. “A professora de redação passou uma atividade e os alunos fizeram um jornal. Fizemos do nosso jeito, não tínhamos visão da técnica jornalística. A partir daí, comecei a cogitar ter isso como profissão”.

“Jornalistas precisam usar novas ferramentas”, diz Standke. Foto: Arquivo Pessoal

O jornalista entrou na Universidade Santa Cecília em 2000, e sempre teve preferência pelas matérias teóricas e técnicas. Ele afirma que se sentia atraído pelas explicações antropológicas da Comunicação Social.


Stevens salienta que a faculdade teve extrema importância na formação de todo conhecimento e senso crítico para que se tornasse um bom profissional. “Ela [a faculdade] te dá uma visão completa. Te faz refletir sobre a profissão e dá embasamento para pensar sobre a sociedade. É um ambiente que une vários lados para os futuros jornalistas”.


O impacto do digital


Em uma comparação de eras no jornalismo, é possível notar diferenças entre gerações da comunicação. Para o ex-aluno, os profissionais de agora possuem caminhos mais abrangentes e enxergam que os meios já não são os mesmos de anos atrás.


“A internet chegou e soma com o impresso, por exemplo . No Grupo Tribuna, temos uma visão multimídia e multiplataforma. Hoje nós temos muitas opções e formas de atuar no jornalismo”

O profissional ressalta que a prática do jornalismo já é pensada de uma forma ampla para todos os formatos de disseminar a notícia.


Dicas aos estudantes


Com o surgimento de novas ferramentas tecnológicas, como Chat GPT, há muitas discussões sobre o rumo da profissão. Uma parcela de pessoas acredita que não vale mais a pena estudar jornalismo.


Outros grupos crêem que tais inteligências artificiais vieram para revolucionar e ajudar os profissionais da comunicação e informação. Sob esse contexto, o jornalista fez alertas aos recém chegados na profissão e estudantes.


“Não podemos perder a essência do jornalismo. A tecnologia não pode esvaziar o processo”. Esse é o principal conselho de Stevens aos estudantes que irão adentrar ao mercado. Para ele, a tecnologia é fundamental e ajuda com acesso, mas é preciso ter cuidado para não deixar com que atrapalhe o resultado final.


“O digital nos ajuda com fontes e produções de matérias, mas não é legal quando perdemos o contato com pessoas na rua, por exemplo. A tecnologia tem que vir para ajudar”.

Ele afirma que os jornalistas precisam usar as novas ferramentas tecnológicas que ‘batem de frente’ com o jornalismo e outras de forma correta. Usem a tecnologia para facilitar o trabalho. Não deixem que ela torne uma entrevista fria pelo contato superficial. O ‘olho a olho’ continua sendo essencial na nossa profissão”, finaliza Stevens.


PDF gratuito da edição de Junho de 2023:

Feito por: Raphaella Santucci

Diagramado por: Pedro Postigo

 
 
 

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