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Sustentabilidade e PANCs: impactos e soluções locais

  • Foto do escritor: Equipe Agregae
    Equipe Agregae
  • 6 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Por Gabriel Nubile



Com o crescimento das mudanças climáticas no mundo, diversos órgãos governamentais, instituições, ONGs ambientais, professores, jornalistas e biólogos alertam a população sobre as possíveis mudanças e catástrofes que podem ser causadas pela degradação do meio ambiente.


A Baixada Santista convive com uma rica biodiversidade, que está diretamente próxima aos centros urbanos. Por isso, é fundamental que pensemos não apenas de forma global, mas também com foco nas ações locais.


Um exemplo de prática sustentável, que pode ser aplicada em nível local, é o uso das chamadas PANCs – Plantas Alimentícias Não Convencionais. Essas plantas, muitas vezes, são vistas apenas como mato ou desconhecidas pela maioria das pessoas. Porém, são altamente nutritivas e adaptadas ao nosso clima da região, exigindo menos recursos para o cultivo. Incluir as PANCs na alimentação pode ajudar a valorizar a biodiversidade regional, reduzir os impactos ambientais e promover uma alimentação mais acessível.


Além dos desafios estruturais, soluções sustentáveis como as PANCs vêm ganhando espaço nas discussões ambientais. Para entender melhor esse cenário, Fábio do Carmo, técnico em meio ambiente, formado no Senac Bertioga, que atua há anos em projetos de educação ambiental concedeu uma entrevista. Três perguntas podem ajudar a refletir sobre os desafios e soluções para a preservação ambiental na região:


Mata Atlântica localizada no Caiubura bairro da cidade de Bertioga. Arquivo Pessoal
Mata Atlântica localizada no Caiubura bairro da cidade de Bertioga. Arquivo Pessoal

Qual você diria que é o maior desafio ambiental enfrentado atualmente na Baixada Santista?


O maior desafio ambiental enfrentado na nossa região atualmente é o desmatamento, principalmente o dos mangues, para a construção de moradias. Uma solução para este problema consistiria na prefeitura da região, junto ao governo do estado, buscarem bolsões fora dessas áreas, para que novas moradias populares fossem construídas.


Na sua visão, como as comunidades locais podem se envolver de forma mais efetiva na preservação ambiental?


A forma mais eficaz é a conscientização, por meio de campanhas massivas na TV e ações do governo, com apoio de líderes comunitários e agentes ambientais. É preciso instruir a população sobre a separação de resíduos e o descarte correto. Isso facilita o entendimento e o engajamento das pessoas. Afinal, meio ambiente é também o lugar onde vivemos, não só a natureza.


As PANCs têm ganhado destaque como alternativa sustentável. Você acredita que elas podem ter um papel mais importante na alimentação e na preservação ambiental por aqui?


As PANCs, ou Plantas Alimentícias Não Convencionais, são espécies rústicas, nutritivas e adaptadas ao nosso ambiente, muitas vezes encontradas em calçadas ou terrenos baldios. Estudos recentes mostram seu alto valor alimentar e potencial para combater a fome. Exemplos como taioba, peixinho e capuchinho podem enriquecer a alimentação. São acessíveis, sustentáveis e importantes para a preservação ambiental.



A entrevista com Fábio do Carmo reforça a importância de pensar em soluções locais para um problema global. Enquanto os efeitos das mudanças climáticas continuam a crescer, ações como o incentivo às PANCs, a educação ambiental e a preservação de áreas sensíveis como os manguezais se mostram caminhos reais e acessíveis. Cabe a cada um assumir o compromisso com um futuro mais sustentável.

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