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Tudo sobre as responsabilidades de um Governador Estadual

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    Primeira Impressão
  • 18 de nov. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 25 de nov. de 2022

Quais serão as principais tarefas do futuro Governador do Estado de São Paulo?


Qualquer cidadão brasileiro que tenha entre 18 e 70 anos já começou a se preparar para as eleições que ocorrerão este ano. Em outubro, a população brasi­leira irá às urnas mais uma vez para escolher o futuro presidente da República, senadores, deputados estaduais e federais. Além disso, também escolherão quem será o gover­nador em seu respectivo estado.


Embora a eleição para governador aconteça a cada quatro anos, muitos cidadãos ainda não conhecem quais são as funções exercidas pelo chefe do Executivo Estadual.



Princípais candidatos ao cargo de governador paulista, Fernando Haddad, Tarcísio Freitas e Rodrigo Garcia.


No Brasil, existem 27 gover­nadores, que correspondem, respectivamente, aos 26 estados e o Distrito Federal. O governador eleito será o representante estadual responsável para administrar e gerir o estado em que chefiar. Antes de tudo, vale ressaltar que o Brasil adota o federalismo como sistema de Estado. Sendo assim, os municípios, estados e o Distrito Federal - que são organizações políticas -, são de certa forma autônomas entre si. Isso sig­nifica que unidos, formam a União.


Além disso, dentro da federa­ção brasileira existe o Poder Exe­cutivo estadual, poder chefiado pelos governadores.


Qual a função do governa­dor?


De acordo com Rafael Morei­ra, doutor em Ciência Política pela USP, o Governador do Esta­do tem responsabilidade em al­gumas áreas da política pública de seu estado, porém não todas elas. A responsabilidade princi­pal atribuída a um Governador é a segurança pú­blica.


Dessa forma, além de ser o comandante das polícias Civil e Militar, também é responsável por controlar o or­çamento estadual, aprovar pro­jetos em nível estadual, propor projetos de lei, investir em edu­cação e saúde, além de gestão do setor de infraestrutura e nomea­ção dos secretários de estado.


O governador deve atuar de forma diferenciada dentro do estado em que assumiu o cargo. É ele quem deve representar a unidade da Federação em todas as relações, sejam jurídicas, po­líticas ou administrativas. É de responsabilidade deste também que defenda o interesse esta­dual, negociando com o go­verno federal ou com o Congres­so Nacional se houver necessidade. Por exemplo, recentemen­te o governo federal determinou uma redução do ICMS nos com­bustíveis. Alguns estados, como Alagoas, Maranhão, Piauí e São Paulo, entra­ram na Justiça pedindo ressarci­mento da redução das alíquotas, um percentual ou valor fixo aplicado para o cálculo do valor de um tributo, e receberam uma decisão favorável do Supremo Tribunal Federal (STF).


Além disso, os governadores também contam com os deputados fede­rais eleitos pelo estado. Em São Paulo, por exemplo, são 70 par­lamentares no Congresso Nacio­nal. E para a fiscalização dos atos no Estado, São Paulo também conta com 94 Deputados.


Chegou o momento de votar


Ainda de acordo com Rafael Moreira, a partir do momento em que se conhece as responsa­bilidades de cada cargo, o voto se torna mais consciente. Ao com­preender, de fato, o que é de responsabilidade da pessoa eleita, é possível cobrar com mais assertividade.


“Por exemplo, eu não pos­so cobrar do Governador sobre coleta de lixo na minha cidade porque isso é uma pauta muni­cipal, cabe então ao prefeito se responsabilizar por essa tarefa. Da mesma forma, nós não pode­mos questionar tanto um Presi­dente da República por conta da segurança porque isso é uma pauta muito mais Estadu­al que Nacional, ainda que o Presidente tenha sua parcela de responsabilidade nesse tema”, afirmou o cientista político.


É importante compreender que o cargo de governador den­tro do Estado de São Paulo é um dos mais almejados, porque é onde se concen­tra a maior parte da população brasileira. Sendo assim, o maior número de votos se encontra no Sudeste. “Isso de certa forma, serve como trampolim político para voos mais altos para pessoas que se lançaram a cargos políticos em nosso Estado”, acrescentou Moreira.


As prin­cipais candidaturas para o Estado de São Paulo estão três postulantes com perfis bem diferentes: Fernando Haddad, considerado como a opção de esquerda, que conta com o apoio do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, e outras duas candidaturas mais ligadas ao campo político de direita. Tarcísio Freitas, que tem apoio do atual presidente Jair Bolsonaro e o governador Rodrigo Garcia representando a parcela tuca­na, do partido PSDB, que está muito presente na história das eleições paulistas.


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Texto: Ágata Ferreira / Diagramação: Ágata Ferreira

Edição Digital: Juliana Souza

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